Abas e sub Abas

 

sábado, 7 de dezembro de 2013

O outro lado de ver a vida


A arte de fotografar a vida, o momento decisivo, um clic, a luz do flash….….foto.
Não sei se talento, ou se poderia chamar sensibilidade, intuição e técnica. A verdade é que sempre
me senti fascinada com a fotografia e a exercia,paralelamente, às outras actividades.
Tive o melhor professor, o meu pai (filha de peixe sabe nadar) que, para além de fazer da fotografia profissão, também tinha dotes de artista.
O desenho e a pintura eram o sonho não realizado. Mas essa parte da herança foi deixada à minha irmã...que muito bem faz uso dela...
A tecnologia também evoluiu a nível de máquinas e técnica fotográfica.
O que antes era um coisa tosca e pesada hoje é leve e fina, com umas linhas perfeitas…
Hoje o digital, transforma altera e disfarça qualquer imperfeição.
O trabalho de fotógrafo, é recriar a realidade, através de outra realidade: a estética.
Uma boa foto, começa a partir do momento em que o fotógrafo, descobre todas as emoções, movimentos e consegue captar inclusivamente os sentimentos.
Transforma a fotografia numa verdade do hoje amanhã, e sempre: posteridade.
Um bom fotógrafo não olha para a fotografia e vê um rosto. Ele vê a diferença entre o rosto e o que ele representa. Assim como o artista, não vê só a jarra numa tela vê tudo o que representa a jarra. Vê a alma do objecto.
A arte de fotografar, é eternizar o momento. E eu tenho um certo dom ao fazê-lo. Fotografei casamentos, baptizados, festas, aniversários. Conseguia captar, não só as poses, previamente, estabelecidas para noivos, como deixava garantida a venda das fotografias, quando fotografava, uma criança que brincava distraída, ou um grupo em discussão amigável.
O meu pai dava-me uma máquina para a mão e dizia: -“Este rolo tem 10 fotografias, quero-as todas vendidas!”
Se ele me desse um rolo com 30 fotografias, as trinta estavam vendidas.
Eu não fotografava ao calha. Estudava primeiro o ângulo com a máquina, via o que o visor abrangia, seleccionava o que interessava e só depois tirava a fotografia.

A fotografia expressa um momento único e é rara a fotografia que tire para o meu álbum, que não tenha os contra luz. As fotografias com o pôr-do-sol, com todos os seus reflexos, transmitem uma serenidade e um calor, para mim, indescritíveis. Fotografar é fazer história, é contribuir para que ela não seja esquecida, seja pelo fotojornalismo, ou seja um retrato de família. O meu  hoje marido que algumas me acompanhou....